Destaques do Dia Maringa

Secretária de Educação cita segurança, faltas e reprovas para justificar consulta pública sobre escolas cívico-militares

Maringá Post

Tempo de leitura: 2 min

As 53 escolas da rede municipal de educação em Maringá deverão passar pelo processo de consulta pública para ouvir a opinião dos pais sobre a possível adesão ao modelo. Em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (3), Adriana Palmieri afirmou que demanda veio da própria comunidade escolar.

O reforço na segurança dos ambientes escolares e o número elevado de faltas de estudantes na rede municipal foram os argumentos citados para justificar o processo de consulta pública, que será aberto pela Prefeitura de Maringá, para ouvir a opinião dos pais sobre adesão do modelo cívico-militar em escolas do município. O anúncio foi feito pelo Executivo na noite dessa terça-feira (2).

Em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (3), a secretária de Educação de Maringá, Adriana Palmieri, explicou que todas as 53 unidades deverão passar pelo processo, que ainda não tem data prevista. A consulta deverá ficar à disposição da comunidade escolar por um período de 21 a 30 dias e, caso a iniciativa tenha adesão da maioria, um modelo de implantação será desenhado. Atualmente, Maringá já conta com cinco instituições de ensino estaduais que seguem o modelo.

Conforme Palmieri, equipes da Secretaria de Educação já tem visitado cidades que adotam o modelo de forma municipalizada, embora ainda não exista um projeto em específico visado por Maringá. Segundo a secretária, a ideia de colocar militares nas escolas tem o objetivo de trabalhar a disciplina e uma “cultura de paz”.

Apesar dos bons indicadores educacionais da rede municipal, Adriana cita uma possível queda no Ideb em razão do número elevado de faltas de alguns estudantes.

São vários fatores. Para que a gente tenha um bom IDEB, a gente precisa ter presença das crianças. Para vocês terem uma noção, a proficiência de língua portuguesa e matemática, o trabalho efetivo do professor em sala de aula chegaria a nota 8 este ano de 2025, que foi o ano passado, o resultado agora é meados de junho e julho. No entanto, por conta de faltas e reprovas, deve cair para 7.4 a 7.7. A gente ainda não tem o número exato por conta das questões do próprio sistema do censo escolar e do fechamento das possíveis reprovas e demandas que aconteceram no final do ano. A questão da escola cívico-militar vem trabalhar numa cultura de paz, de harmonia, de ambientação e principalmente de segurança nos espaços educativos. Não muito longe daqui, a gente sabe que o município de Maringá teve alguns agentes de segurança contratados e a ideia que a gente tem agora é um profissional que de fato tenha a sua carteirinha, que tem a sua responsabilização e que venha contribuir por esse processo de trabalhar ali dentro do ambiente educacional de maneira harmônica, buscando a cultura da paz”, afirmou.

Também de acordo com a secretária de Educação, a demanda é levada constantemente à pasta pelos próprios responsáveis pelos alunos.

Sim, já tem bastante tempo (que a damand chega). Hoje o estado do Paraná tem sete cidades de redes municipais que já têm implementado esse modelo que a gente está indo visitar, está indo acompanhar. Eu pessoalmente não fui em nenhuma ainda, mas a minha equipe já esteve em algumas cidades para conhecer um pouquinho de como é feito tudo isso. É interessante ver as vozes dos pais, como que esses municípios estão conseguindo auxiliar esse processo.  São situações que a gente tem que estar trabalhando e o que eu quero é, de fato, dar segurança para os espaços educativos”, explicou.