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Suspeito de matar estudante de medicina no Paraguai se entrega no Maranhão

Suspeito é baleado pela PM durante tentativa de assalto em São Paulo

JOSUÉ SEIXAS
RECIFE, PE (FOLHAPRESS) – Vitor Rangel Aguiar, 27, suspeito de matar a estudante de medicina Júlia Vitória Sobierai Cardoso, 23, no Paraguai, apresentou-se à Polícia Civil do Maranhão na manhã desta segunda-feira (4), em São Luís.

Conforme a Secretaria de Segurança Pública do estado, Aguiar compareceu acompanhado de advogados ao Departamento de Feminicídio, onde foi formalmente ouvido. Na unidade, foi cumprido o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça estadual.

Após o procedimento, o homem foi encaminhado a uma unidade prisional da capital maranhense, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

De acordo com os advogados José Berilo de Freitas Leite Filho e Pedro Jarbas da Silva, responsáveis pela defesa do suspeito, a apresentação foi previamente comunicada e ocorreu de forma voluntária.

Os representantes afirmam que ele prestou esclarecimentos, colaborou com a investigação e confessou os fatos, apresentando sua versão “de maneira detalhada e sem qualquer tentativa de obstrução”.

A defesa sustenta ainda que não houve tentativa de fuga, ocultação ou resistência, e que o investigado pretende contribuir para a elucidação do caso e se submeter ao julgamento pela Justiça brasileira.

A vítima foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava em Ciudad del Este, no dia 24 de abril.

Natural de Chapecó (SC) e criada em Navegantes, no litoral norte catarinense, Julia cursava medicina na Universidad de la Integración de las Américas (Unida), onde estudava desde 2025. Segundo amigos e familiares, ela tinha o sonho de se tornar pediatra.

Relato de uma testemunha à polícia diz que eles teriam discutido horas antes do crime.

De acordo com informações da Polícia Nacional e do Ministério Público do Paraguai, divulgadas pela imprensa local, a jovem foi encontrada com múltiplos ferimentos de arma branca no apartamento que dividia com uma colega, no bairro Obreiro.

O investigado era considerado foragido desde 24 de abril. Contra ele, também havia um pedido de captura internacional expedido por autoridades paraguaias.

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