De acordo com a Polícia Militar (PM), 55 agentes haviam sido destinados para a segurança externa do Estádio, mas precisaram entrar no evento após indentificarem uma organização criminosa atuando em furtos de bolsas e celulares. Produtora do show diz estar colaborando com as autoridades e disponibilizando imagens para identificar os autores.
Ao menos 23 ocorrências de furtos foram registradas até a manhã desta segunda-feira (15) por vítimas presentes no show da dupla Henrique & Juliano, ocorrido no último sábado (13) no Estádio Regional Willie Davids. O mesmo evento também serviu para a exibição da estreia do Brasil na Copa do Mundo no empate diante do Marrocos, uma vez que o jogo foi transmitido em telão no local.
A quantidade de boletins foi confirmada pela Polícia Militar (PM), que afirma que o número pode ser ainda maior, tendo em vista que potenciais vítimas ainda estão buscando os órgãos de segurança.
Relatos sobre os furtos e também de atos de vandalismo com automóveis estacionados viralizaram nas redes sociais no fim de semana. Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda (15), o Tenente Neto, da Polícia Militar de Maringá, explicou que as equipes do batalhão haviam sido destacadas para fazer a segurança na área externa do Estádio, com a parte interna ficando sob responsabilidade de uma equipe de segurança privada, contratada pelo show.
No entanto, após relatos de furtos ocorridos dentro do espaço, a Polícia entrou na área destinada ao show. Conforme o Tenente, foi identificada a atuação de uma organização criminosa que mirava furtos de bolsas e celulares em posse de vítimas femininas.
“Naturalmente, como é um evento privado, houve uma condição prévia de ajuste junto com a organização do evento, então a Polícia Militar disponibilizou no dia 55 policiais militares exclusivos para a segurança externa ao Estádio. Essa operação foi feita em conjunto com a Semob e com a Guarda Municipal e ficou estabelecido a condição de que a segurança privada faria a segurança interna desse evento. Contudo, mesmo fazendo a segurança externa, começamos a ter notícia de vários furtos ocorridos dentro do estádio. Então rapidamente a Polícia Militar adentrou ao local para entender o que ocorria e de fato nós verificamos que ali havia uma organização criminosa, que estaria realizando vários fundos de aparelhos celulares, principalmente vítimas femininas e daqueles objetos que estariam mais facilmente acessíveis, principalmente aparelhos celulares na região das bolsas. Os registros eles eram basicamente mais notificados na região da ala do banheiro feminino, então a Polícia Militar fez ali os registros individuais, também orientou essas vítimas para depois procurem a Polícia Civil para dar início com as investigações”, afirmou.
Até o fechamento desta publicação, nenhum suspeito havia sido localizado e/ou preso. Por meio de nota, as empresas A6 Produções e LG Produções, responsáveis pelo show, afirmaram que tomaram ciência de “ocorrências formalmente registradas perante as autoridades policiais” e que colocam-se “à inteira disposição das autoridades competentes — Polícia Civil, Polícia Militar e Ministério Público — para disponibilizar, no prazo mais breve possível, a integralidade das imagens captadas pelas câmeras de monitoramento instaladas no evento, visando auxiliar nas investigações e na identificação dos autores dos crimes”.
















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