Em apresentação na Câmara Municipal nesta terça-feira (2), o Diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá (IAM) diz que município prevê outras ações nos mesmos moldes da exposição de esculturas de dinossauros no decorrer do ano. Sucesso de público fez Prefeitura ter “olhar estratégico” em alguns pontos do edital, que deverá ser lançado ainda neste ano.
A Prefeitura de Maringá faz ajustes na modelagem financeira antes de dar encaminhamento ao projeto de concessão das áreas de lazer do Parque do Ingá. A afirmação é do Diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), José Roberto Behrend, que esteve presente na Câmara Municipal na manhã desta terça-feira (2).
Behrend foi convidado pelo legislativo para apresentar as ações da Semana do Meio Ambiente e também fazer um balanço dos trabalhos do Instituto desde 2025. Em entrevista ao Maringá Post, o secretário afirmou que a modelagem financeira é o ponto mais delicado do edital, mas ponderou que a tendência é que ele seja lançado ainda em 2026.
Na prática, o IAM trabalha para alterar uma lei já existente, que autoriza a concessão do Parque, ao invés de produzir uma lei do zero. A concessão depende do aval da Câmara de Vereadores. A expectativa, conforme José Roberto, é que os técnicos dos Instituto se debrucem no tema a partir do término da exposição “Jurássico Condor”, no dia 14 de junho.
“Isso aí é aquele trabalho do bem. O prefeito Silvio Barros sempre colocou o Parque do Ingá como um dos principais atrativos turísticos e nessa semana a gente conseguiu provar isso. Ontem, nossa equipe já teve que fazer uma reunião de emergência do nosso conselho de administração do Instituto para começar a pensar em algumas coisas, porque nós temos essa amostra até o dia 14, mas nós já sabemos que o público vai pedir algumas outras ações e a gente está começando já a pensar o que a gente pode fazer daqui para frente”, afirmou Behrend, sobre o município promover novas ações no Parque no decorrer do ano.
Sucesso de público deu ‘novo olhar’ para o edital
Na visão do Diretor-presidente do IAM, o sucesso de público da exposição provou a aderência do Parque a grandes públicos, que ainda era um ponto de questionamento de possíveis interessados na concessão. Somente no sábado (30), foram mais de 17 mil visitantes.
Ainda conforme Behrend, a festividade fez com que os técnicos tivessem um novo olhar sobre alguns pontos, como a necessidade de uma equipe maior para cuidar da zeladoria e apoio turístico, o que a justifica a opção pela concessão das áreas de lazer para a iniciativa privada.
“A concessão do Parque a gente está justamente aí na análise financeira, na modelagem financeira, que é o ponto mais delicado da concessão. Na verdade, ele (o evento) ajuda a compor alguns elementos aí com relação àquilo que a gente estava pensando. De fato, nós precisamos ter uma equipe profissionala pensando em termos de apoio turístico, de uma ação turística. Também identificamos algumas questões em termos de zeladoria aqui com o público, só título de exemplo. Nós tivemos na sexta e no sábado um público que seria um público cheio de domingo, e com a nossa equipe a gente tem a questão da dificuldade operacional. Então, na verdade, ele reforça mais ainda a necessidade de um olhar estratégico com relação ao Parque”, explicou.
















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